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sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das crianças - Eu sou mãe. E amo meus filhos.



Hoje é dia das crianças e me cobrei por não deixar passar este dia sem escrever algo sobre o "dia das crianças", afinal, sou mãe de 3 filhos e este blog é exatamente para dividir, aprender e somar sobre a criação de filhos, especialmente para nós, uma considerável quantidade de mães, que não contam muito mais do que apenas e tão somente com nós mesmas para cuidar de nossos filhos, é o que chamam por aí de "mãe solteira" como se mãe além do status de ser mãe ainda precisasse acumular algum outro.

Mas, esse é assunto para outro dia.

Hoje quero apenas exteriorizar  a frustração do dia de hoje: do dia de celebrar o dia das crianças. Essa frustração me pareceu, até esse momento, que também havia frustado minha criatividade emocional para escrever algo sobre esse dia. A verdade é que, certamente havia planejado, especialmente neste ano passar um dia diferente com meus filhos. Por motivos realmente especiais, que também ficarão para outro dia. O importante é que eu realmente desejei muito, de coração, ter hoje um dia especial com meus filhos. Porque eu estava precisando muito disso. Eles estão precisando muito disso. Nós estávamos precisando muito disso. E nós merecíamos muito isso. 

E como foi? Tudo o que consegui foi trazer pra casa um pastel de pizza de café da manhã quando voltava do hospital ... com muita dor não salvei meu dia das crianças, realmente amarguei a tristeza de me obrigar a ficar na cama o dia todo. Claro que, de alguma forma, como todas as mães inacreditávelmente fazem, busquei salvar, ao menos o dia deles, e assim, sem que eles percebessem ou sentissem a minha própria frustração, para que essa frustração não se tornasse coletiva eu replanejei em milésimos de segundos e reinventei o dia das crianças - deles, é claro. Um almoço na casa da vovó paterna com os primos ... um passeio com o papai cheio de saudades e pra fechar uma festinha de aniversário da priminha materna bem animada e feliz que caiu como uma luva no dia de hoje, especialmente para mim ... eles ganharam presentes ... comeram doces e tomaram sorvetes ... riram ... correram ...  mesmo sem eu poder estar com eles ... enfim, não foi como eu sonhei, mas o que  é importante para uma mãe não é o que ela sonha, não é mesmo ... uma mãe é capaz de não ser lembrada em um dia especial pelos filhos no amanhã mas jamais impedir que eles vivam plenamente esse dia especial. Foi apenas o que fiz, ainda que o coração chorando.

E isso me fez pensar no "dia das crianças" sob outras perspectivas. Qualquer um sabe todos os direitos que as crianças têm. E basta ter um pouco de alma limpa e coração batendo em compasso com a vida muito além do corpo, para revoltar-se com tantas maldades contra crianças e tantas necessidades de tudo: roupas, sapatos, banho, alimentação, educação, afeto, escova de dentes, médico, carinho e até o simples direito que já nos parece inato mas não o é: o direito de viver. Claro que é importante pensarmos juntos, enquanto cidadãos, sobre essas questões, não só no dia das crianças mas em todos os dias.

Mas hoje, o meu dia das crianças me fez lembrar (o que se chama nesses momentos de: "relembrar!") de uma música que sempre me tocou muito em varias oportunidades. Em cada uma delas eu ouvia, me sentia e compreendia seus dizeres de uma forma diferente, adaptando-a, é claro, ao momento, mas sempre com a mesma essência. E hoje especialmente ela me lembra da vida que viva se vive: "Brincar de viver", que encanta minha alma mais ou menos assim: "Quem me chamou? ... Quem vai querer voltar pro ninho ... e redescobrir seu lugar ..." pra recordar e enfrentar o dia a dia ... REAPRENDER A SONHAR ...... " você verá que é mesmo assim, a história não tem fim ... RECOMEÇA SEMPRE que você responde: sim à sua imaginação ... a ARTE DE SORRIR CADA VEZ QUE O MUNDO DIZ: NÃO!" ... "Você verá que a emoção começa agora ... agora é BRINCAR DE VIVER" ... " ... não esquecer: ninguém é o centro do universo ... assim, é maior o prazer ... "

E assim foi comigo. Resolvi, então, dizer um "sim" ao "não" do meu dia neste exato momento e agradeço. Agradeço hoje, no dia em que se comemora o dia das crianças a oportunidade de ter me sido concedido o direito de ser mãe ... mãe em três oportunidades de minha vida absolutamente adversa mas que olhando com um pouco mais de espiritualidade não me resta dúvidas de que se acontecerão exatamente quando foram necessárias acontecer Meus filhos me redescobriram, me fizeram voltar ao mundo e reacreditar em mim mesmo, na vida, nos sonhos. Mesmo que fosse sonhar por eles. Me fizeram sorrir quando minha alma mais chorava e me deram forças pra viver quando meu corpo padecia na mais triste morte: a morte emocional, a morte de sonhos e esperança.



E neste dia das crianças eu vou terminar com um sim, o dia sorrindo. Sou mãe. Meu filho mais velho há 13 anos mostrou como uma pessoa pode ser muito maior do que se pode acreditar, me transformando em mãe pela primeira vez. Minha filha, hoje, com poucos dias de completar 10 anos me ensinou o sentido de ser mulher e a verdade de que mulher realmente nasce mulher, e é incrivel a alma de uma mulher desde seus primeiros olhares. E meu caçula ...  bem, Ele ainda está aqui ... no meu ventre ... a pouco menos de 2 meses para estrelar no mundo aqui fora ... e ah! ... Eu estou viva! E estarei viva meu filho, eu lhe prometo, lhe esperando de braços e coração abertos.

Assim sendo,

Feliz dia das crianças ... para Elas, crianças ... para nós, que já fomos crianças e para todo ser vivo que, como Eu, é SALVO diariamente por uma criança que lhe chama a cada sorriso, a cada pedido, a cada "mãe" ... de volta à vida!

Eu sou mãe. E amo meus filhos.

E lembrem-se meus caros de aprender com os pequeninos. Ninguém jamais será melhor professor nessa tal arte de brincar de de viver!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Hoje eu Sou e Estou Emmanuella Fênix.


Gostaria de me apresentar. Hoje sou Emmanuella Fênix, mas nem sempre fui essa. Meu nome era outro, minha vida era outra e certamente tudo o que eu sonhava e esperava da vida era de outra forma. Mas aí ... coisas aconteceram em minha vida já parecia não mais me pertencer porque apesar de sermos responsáveis pelas consequências de nossos atos, nos nunca esperamos que vamos chegar ao ponto de nos perder tão profundamente a ponto de termos que nos recriar e nos reinventar se quisermos continuarmos vivos. E foi assim que renasci, como Emmanuella Fênix. Confesso que não sei o que esperar dela e o que ela irá esperar da vida, mas certamente hoje Eu como Ela estou mais forte porque o Eu como estava não estava mais dando conta dos recados da vida.

Assim após 7 meses de um sofrimento muito muito intenso, criado e gerado por mim resolvi enterrá-lo juntamente com muitas outras coisas de minha vida. Portanto quero deixar uma coisa bem clara: Eu como Emmanuella Fênix não sou "feic", como se diz por aí, nem nunca serei. Nascemos juntas de uma condição absolutamente adiversa, dessas que acontecem na vida. Fomos geradas de muita dor, decepção, medos e angustias. Vivemos por meses reclusas duvidando até mesmo do amanhecer. Mas a morte não é uma opção de nos, pobres mortais então, já que precisei matar muito do que havia em mim ... muitos sonhos, muitos desejos, muitas crenças, muitos sentimentos ... e optei por me recriar e e me reinventar pra lutar por aqueles que certamente precisam, ainda, de mim: meus filhos! ... como Fênis renasci Emmanuella!
Quem é Emmanuella Fênix? Uma mulher ... sozinha ... mãe ... com 3 filhos ... que tomou apenas uma primeira decisão ao amanhecer do recomeçar: Eu perdi muito, mas isso não será mais importante do que eu ganhei.

Muito prazer.